Somar durações de tempo (horas, minutos, segundos) se parece com a soma decimal comum, mas com uma diferença chave: o transporte ocorre não ao chegar a 10, mas ao chegar a 60.
O princípio do transporte
Ao somar 1:45:30 e 0:30:45, os segundos dão 30 + 45 = 75, que ultrapassa 60 — então anotamos 15 segundos e transportamos 1 minuto adiante. Os minutos dão 45 + 30 + 1(transportado) = 76, novamente acima de 60 — anotamos 16 minutos e transportamos 1 hora. O resultado é 2:16:15.
Por que isso não é intuitivo no início
Como estamos acostumados com a aritmética decimal, a tentação de simplesmente somar "45 + 30 = 75 minutos" e deixar assim é natural, mas incorreta para o formato padrão de escrita do tempo, onde minutos e segundos devem ficar entre 0 e 59.
Subtrair durações
A subtração funciona de forma parecida ao "empréstimo" na subtração decimal: se os minutos do subtraendo forem maiores que os do minuendo, toma-se emprestado 60 minutos da casa das horas antes de subtrair.
Para que serve isso
- Somar o total de horas trabalhadas a partir de várias entradas de uma folha de ponto — útil para comparar com o limite de 44 horas semanais que a CLT estabelece como jornada padrão no Brasil.
- Calcular a duração total de uma playlist ou sequência de vídeo a partir de clipes individuais.
- Verificar cálculos manuais de duração em relatórios.
Por que "48 horas" pode ser um total semanal normal
Ao contrário do horário do dia em um relógio, que fica sempre entre 0 e 23 horas, a soma de durações pode facilmente ultrapassar um dia — e isso não é um erro. Uma semana com horas extras pode somar tranquilamente "48h 30min" acima das 44 horas padrão da CLT, e é por isso que o formato de duração não "transporta" horas para dias automaticamente, como acontece com os 60 minutos que se transportam para uma hora.