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Códigos de barras: como Code 128 difere do EAN-13

O código EAN-13 de um produto brasileiro não começa com dígitos aleatórios: a faixa 789–790 é reservada ao Brasil dentro do sistema GS1, e ela indica apenas qual organização nacional registrou o código da empresa — não necessariamente o país onde o produto foi de fato fabricado.

A faixa 789–790 e a GS1 Brasil

O Brasil foi um dos primeiros países da América Latina a adotar o padrão, com a associação que hoje é a GS1 Brasil fundada em 1983. Por isso recebeu duas faixas de prefixo (789 e 790) em vez de uma só, refletindo o tamanho do mercado nacional — o mesmo motivo pelo qual mercados grandes como China ou Estados Unidos também têm blocos de prefixo maiores que países pequenos. Um produto fabricado sob licença no Brasil para uma marca estrangeira pode, ainda assim, carregar o prefixo do país de origem da marca.

Code 128: quando são necessárias letras e símbolos

Diferente do EAN-13, o Code 128 pode codificar não apenas dígitos, mas também letras e caracteres especiais de todo o conjunto ASCII. Esse formato é usado em logística e armazéns, onde é preciso codificar números de série ou identificadores mais complexos que um simples número.

Por que não se pode mudar o formato livremente

Cada formato de código de barras tem sua própria estrutura de símbolos de início e fim, largura de barras e algoritmo de checksum. O leitor detecta o formato automaticamente por essas características estruturais, por isso não se pode codificar texto arbitrário como EAN-13 — ele aceita apenas 12 dígitos mais o verificador.

Para que serve

  • Gerar um código de barras no formato necessário para etiquetar um produto ou item de inventário.
  • Entender qual formato escolher dependendo do tipo de dado — apenas dígitos ou texto arbitrário.
  • Verificar se um dígito verificador está correto antes de imprimir uma etiqueta.

UPC-A e a diferença para o EAN-13

UPC-A é um formato de 12 dígitos historicamente usado nos Estados Unidos e no Canadá, anterior ao europeu EAN-13. Na prática, UPC-A é um subconjunto do EAN-13: acrescentando um zero no início de um número UPC-A de 12 dígitos, o resultado é um código EAN-13 de 13 dígitos totalmente válido com o mesmo valor — por isso um produto importado dos EUA passa sem problemas em qualquer leitor de supermercado brasileiro.

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