Em Portugal, o IBAN é a forma padrão de identificar qualquer conta bancária desde a migração para o SEPA em 2014, enquanto no Brasil o formato simplesmente não existe: os bancos brasileiros usam código do banco, agência e número da conta, sem qualquer equivalência direta ao IBAN.
De que partes é feito um IBAN
As duas primeiras letras são o código do país segundo a norma ISO 3166-1 (PT para Portugal, por exemplo), seguidas por dois dígitos de verificação, e o resto é o BBAN (Basic Bank Account Number), que inclui o código do banco e o número da conta num formato específico de cada país.
Para que servem os dígitos de verificação
Os dois dígitos logo após o código do país formam um checksum calculado pelo algoritmo MOD-97: o número inteiro, com os primeiros quatro caracteres movidos para o final, é tratado como um único número grande, e o resto da divisão por 97 tem de ser exatamente 1 para o IBAN ser válido. Isso permite detetar um erro de digitação na hora, sem contactar o banco.
Um padrão europeu que não chegou ao Brasil
O IBAN (ISO 13616) é obrigatório em Portugal e em praticamente toda a Europa, mas nunca foi adotado no Brasil, onde as transferências domésticas continuam a usar código do banco, agência e conta. Isso não torna o IBAN irrelevante para quem está no Brasil — ele volta a ser necessário sempre que uma transferência tem Portugal, a União Europeia ou outro país que use o formato como origem ou destino.
Para que serve
- Verificar se um IBAN foi digitado corretamente antes de enviar uma ordem de pagamento.
- Identificar o país de origem de uma conta pelas duas primeiras letras do número.
- Detetar rapidamente um erro num número de conta longo sem contactar o banco.
O código BIC/SWIFT e a sua relação com o IBAN
O BIC (Bank Identifier Code), também conhecido como código SWIFT, é um identificador de banco independente, por vezes exigido junto do IBAN em transferências internacionais, embora os dois padrões não dependam um do outro. O IBAN já inclui o código do banco na sua própria estrutura (o BBAN), por isso o BIC é tecnicamente redundante em transferências dentro do SEPA, mas muitos sistemas de pagamento continuam a pedi-lo em separado como verificação adicional da rota.